terça-feira, 23 de outubro de 2007

Resenha Jogos Mortais IV - Preferia ter ido ver o filme do Pelé...


Por Nilton Rodrigues

Fala seus madafacas sedentos de sangue, quem acompanha essa bagaça, sabe que um dos filmes mais esperados do ano para este amiguinho que vos fala, é a quarta parte de um dos filmes do horror mais supimpa de todos os tempos: Estou falando de Jogos Mortais IV, e não é que antes da estréia mundial, o Zona Fantasma estava presente numa sessão fechada só para convidados? Nada podia ser melhor. Mas foi pior.
Antes que os fãs xiitas comecem a espernear e querer me empalar vivo em pleno centrão, saibam que estão falando com uma cara que é um de vocês, “jigfans”, e adoraria escrever com letras garrafais: o filme é do CARALHOOOO!!, mas me senti traído e com uma profunda vontade de serrar o pé de quem estava do meu lado, tamanha a decepção.
Bueno, não vou entregar detalhes da trama, mas todo o vanguardismo do primeiro e a brutalidade seca do terceiro foram deixados para trás. Trocados por uma história complexa, mas sem uma linha narrativa coesa. Para começar posso adiantar que a melhor parte do filme vocês já viram no trailer, a autópsia do Jigsaw, simplesmente fazem de gato e sapato do “corpitcho” do cara, e tudo em closes fechados e demorados, simplesmente matador, mas fica aquela sensação de que os produtores pensaram “o terceiro foi foda, vamos começar chutando o balde”.
Elevaram a enézima potência a câmera nervosa e a edição “videoclip” que já era uma marca registrada dos filmes anteriores, criando uma linguagem confusa e acelerada demais. Dou um saco de jujubas quem conseguir enxergar o que aconteceu com o carinha aquele das facas. Takes com no máximo 3 segundos, iluminação escura demais, muito grito e pouco agito.
Atuações capengas, até mesmo alguns personagens novos são fisicamente parecidos, confundindo ainda mais o espectador. Os “mocinhos” não possuem carisma nem empatia, é impossível se afeiçoar e torcer pelas suas vidas. As armadilhas são bacaninhas, mas ficamos com aquele sorrisinho amarelo estampado, esperando que a coisa desenrole e nada. Já tinha passado uma hora de filme e a trama cada vez mais complexa, as pessoas à minha volta já começavam a olhar as horas e a se mexer inquietas na poltrona, e eu querendo me enganar pensando “vai melhorar”, mas nada.
Uma espécie de “Jigsaw begins” é inserido no meio da trama, para que o espectador entenda as aspirações e o nascimento do psicopata. Tudo meio superficial, não honrando a mente doentia do maior serial killer do cinema contemporâneo.
E aquele final bombástico, sempre dando um gancho para uma seqüência, começa a dar sinais de desgaste, como uma piada que é contada duas vezes, você acha engraçado mas pensa: “Psss....legalzinha, mas conta outra”.
Qualquer pessoa de bom senso consegue visualizar como se tornou inverossímel a proporção que o filme tomou. E o final deixa um gancho para um quinto, sexto, sétimo, ou até onde a cara de pau e ganância dos produtores permitir.
Tragam James Wan de volta para a direção e ponham nos trilhos a série que redefiniu os filmes de serial killers no século XXI.
Mas sabe como é, papel de crítico chega a ser pior que o programa do Datena, mas é importante pois norteia o sentido de um espectador primário; mas não deixem de ver e tirarem as suas próprias conclusões. Mas uma coisa é certa: Que foi uma tortura ver o filme, isso foi.

NOTA: 4

Um comentário:

CaroLina disse...

ah não fala isso!!!
eu sou só empolgação pra estréia amanhã!!
na sua opinião qual é o melhor?
porque depois que eu vi gente dizendo que o melhor é o 2 na comunidade do orkut, eu decidi confiar só na minha opinião!! ahahaha.. beijos