sexta-feira, 20 de junho de 2008

Iron Maiden no escurinho do cinema!


Por Nilton Rodrigues



Já imaginaram se cada álbum do nosso querido Maiden fosse um filme? Mas não filmes óbvios tipo Blade Runner para Somewhere in Time ou o Exorcista para Number of the Beast. Algo mais para um exercício de criatividade, relacionando filosofia de trabalho e percepção Nerd, vamos lá:

Iron Maiden = O Sexto Sentido: Quando o diretor do filme M.Night Shyamalan surgiu com o seu macabro O Sexto Sentido, foi a sensação do momento. Talento, terror, originalidade e uma influência. É Iron Maiden na veia.

Killers = Warriors, guerreiros da noite: Este clássico do Domingo Maior era recheados de roupas de couro, tachinhas e uma atitude punk meio deslocada. É divertido e tem uma cara de Paul Dianno.

Number of the Beast = Cidadão Kane: simplesmente o filme mais influente da história do cinema, com ângulos de câmera ousados, narrativa peculiar para a época e acima de tudo, muito bom. Ousadia, pioneirismo e obra-prima: Nuber of the Beast neles.

Piece of Mind = Homem Aranha 2: Com o sucesso do primeiro Homem Aranha, o diretor Sam Raimmi estava com a bola toda para fazer uma continuação a altura. O resultado? Tão bom quanto o original. Cenas grandiosas, simpático e uma turma com a bola toda, é Piece of Mind na cabeça.

Powerslave = Titanic: Essa é fácil. Um projeto megalomaníaco de James Cameron tem tudo a ver com uma turnê megalomaníaca, com pirâmides quase tão grandes quanto barcos afundados. Resultado? Sucesso de bilheteria e até hoje, para alguns, é o maior álbum já produzido, nem deus pode afundá-lo.

Somewhere in Time = Exterminador do Futuro 2: Ok, essa é meio óbvia, um filme que revolucionou os efeitos especiais na época é mais ou menos o que o Maiden fez com as suas guitarras. Meio boboca para uns, uma obra para outros.

Seventh Son of a Seventh Son = O Mágico de Oz: Estranho? Nem tanto. Considerado um filme infantil e pop, O Mágico de Oz é uma obra-prima em se tratando de narrativa, cheio de personagens marcantes e vive no lado esquerdo do peito de uma geração de fãs. Se chamam SSOASS de comercial é porque não enxergam ele como o Mágico de Oz da música pesada.

No Prayer for the Dying = Planet Terror: O filme era pra ser mais bruto, retrô, uma homenagem, mas a sensação de que algo está faltando é nítida. Resultado? Um fracasso de bilheteria. Alguma semelhança com No Prayer?

Fear of the Dark = Homem de Ferro: Vamos lá: um dos maiores sucessos comerciais da Marvel Comics na telona, a ressureição do astro Robert Downey Jr., mostrando que tem muita lenha para queimar. Até quem não gosta do gênero, está comentando.

The X-Factor = Hulk (Ang Lee, 2003): Bueno, um personagem clássico com uma abordagem mais psicológica e complexa. Cenas longas e pouca ação. Uma obra de arte para quem entende de sétima arte e um martírio monumental para quem quer ver porradaria comendo solta. Amado e odiado. Its the the edge of darkness baby!

Virtual XI = Qualquer um do Van Damme após 1998: Sim, na realidade após as críticas negativas do álbum anterior, a banda parecia mais um Van Damme, querendo provar a todo custo que o próximo lançamento será um sucesso de bilheteria e voltar às glorias do passado.
Grande sucesso no Brasil e nas locadoras de bairro.

Brave New World = Rocky Balboa: A volta do personagem clássico com o ator principal depois de muito tempo. Um roteiro enxuto, emocionante e épico. A pipa do vovô ainda sobe.

Dance of Death = Rambo IV: Se o personagem principal voltou e fez sucesso em sua obra original, por que não fazer outro filme de mesma autoria? No final das contas já não era tanta novidade, mas mesmo assim fez relativo sucesso, tem bastante matança e tudo aquilo que a meninada adora.

A Matter of Life and Death = 300. Igual e ao mesmo tempo diferente de tudo o que já vimos. Épico com uma pegada mais comercial, estiloso e cheio de ação. Quem já viu disse que gostou, e quem não viu disse que é bom por que é Frank Miller que escreveu.

Ai ai, eu me divirto...

Um comentário:

Alexandre disse...

E ai, Emilio!

Aqui é o Alexandre, da oficina com o Milton Cougo.

Já tinha visto o blog, mas só estou comentando agora. Muito bom os textos (os programas de rádio não funcionam no meu computador, não sei porque).

Nunca ouvi metades dessas músicas, mas Homem Aranha 2 é o melhor filme de super-herói até hoje, só vai ter como rival o The Dark Night, mas mesmo assim duvido que o Heath Ledger supere.