sexta-feira, 4 de abril de 2008

Resenha: "Jumper". Vamo pulá! Vamo pulá, vamo pulá, vamo pulá!


Por Nilton Rodrigues


Existem filmes que, sinceramente não entendo como passam pelo crivo de produtoras e estúdios de projeção internacional. Bom, se for pensar que a maioria destes estúdios são capitaneados por burocratas engravatados e gordos, cujo conhecimento de cinema é o mesmo que o meu sobre Física Quântica, não é de se estranhar tamanha tosqueira nas telonas.
Jumper é um clássico instantâneo da acefalia dos blockbusters. Me desculpem a falta de interesse em resenhar este filme, mas apenas estou retribuindo o favor que o diretor Doug Lingman fez comigo: desinteresse em me atrair para uma diversão pura e simples. É pedir demais?
Nada tem explicação. Porque explicar a existência de um grupo que caçam os “Jumpers”? Talvez o diretor tenha pensado: “para manter o tom de mistério, e quem sabe se o filme render umas belas verdinhas ao redor do mundo, não fazemos um “spin off” chamado: “Caçadores de Jumpers”, aí sim ganhamos mais grana”.,
Hayden “Anakin” Christensen é péssimo. O cara não tem expressão, é antipático, uma péssima voz, o que obviamente, resulta num personagem sem carisma. Samuel L. Jackson também não se respeita, só por que tem que pagar a reforma da cozinha, não necessariamente precisa aceitar qualquer roteiro xumbrega que lhe é oferecido. O cara está nulo, igual aos demais filmes de vilãozinho boboca, caricato e sem conteúdo.
Mas o maior problema da quase uma hora e meia de projeção que mais parece 5 longas horas , é a falta de verdade. Ok, os efeitos especiais são bacanas, os cenários deslumbrantes, mas por que não inserir um pouco de realismo em um tema tão bacana, assim como fez Bryan Singer em seu X-men, ou Sam Raimmi em seu descontraído, porém divertidíssimo Homem Aranha 1 e 2? Sei lá, talvez precise pensar demais.
Teletransporte-se bem longe do cinema onde estiver passando este filme.
NOTA: 3